2.º Júri da Secção Competitiva
Longas-Metragens
André Gil Mata
André Gil Mata é realizador, argumentista e diretor de fotografia. Selecionado para o Berlinale Talent Campus em 2010, formou-se posteriormente na film.factory, escola criada em Sarajevo por Béla Tarr. Cativeiro recebeu o Doc Alliance Award para Melhor Documentário em Cannes, após o qual circulou por festivais como FIDMarseille, CPH:DOX, DOK Leipzig e Ji.hlava. Como me Apaixonei por Eva Ras recebeu uma Menção Especial na Competição Internacional do FIDMarseille, em 2016, e A Árvore teve estreia mundial no Berlinale Forum, em 2018, sendo mais tarde distinguido pelos Cahiers du Cinéma como um dos dez melhores filmes estreados em França em 2021. Em 2024, Sob a Chama da Candeia teve estreia mundial na competição Ciné+ do FIDMarseille. Em 2023, o Batalha Centro de Cinema apresentou uma retrospetiva integral da sua obra.
Carlos Lobo
Carlos Lobo é fotógrafo, cineasta, investigador e professor na Escola das Artes da Universidade Católica Portuguesa. Vencedor do BES Revelação em 2005 e finalista do BES Photo em 2011, tem obra integrada em coleções como a Fundação Calouste Gulbenkian, Fundação EDP, Coleção de Arte Contemporânea do Estado e Fundação PLMJ. No cinema, Aos Dezasseis teve estreia mundial na Berlinale – Generation, em 2022, passou pelo Vienna Shorts e venceu o prémio de Melhor Realizador Português no Curtas Vila do Conde. A sua mais recente curta, Ofélia (2025), integrou as competições Internacional e Nacional do Curtas Vila do Conde e, em 2026, a Seleção Oficial de Curtas do Festival Internacional de Cinema de Las Palmas de Gran Canaria. É ainda editor da LEBOP e coordena, desde 2018, o Mestrado em Fotografia da Escola das Artes.
Carlos Eduardo Viana
Carlos Eduardo Viana é realizador, programador e uma figura de referência do cinema documental, cineclubismo e literacia cinematográfica em Portugal. Cofundador da AO NORTE em 1994, é atualmente presidente da associação e coordena, desde 2001, os ENCONTROS — Festival de Cinema de Viana, que assinalaram a 25.ª edição em 2025. Bolseiro do Governo francês, frequentou dois estágios de cinema direto nos Ateliers Varan, em Paris, em 1981 e 1986. Coordenou desde a sua criação o MDOC — Festival Internacional de Documentário de Melgaço, organizado entre 2014 e 2025, e desenvolve há mais de duas décadas trabalho continuado de educação e literacia para o cinema. Coordena ainda o Lugar do Real, plataforma dedicada ao documentário, memória e antropologia visual, e realizou documentários em Portugal, Angola e Cabo Verde.
Curtas-Metragens
Salomé Lamas
Salomé Lamas é uma cineasta, artista visual e educadora portuguesa. O seu trabalho tem sido exibido e discutido tanto em espaços artísticos como em festivais de cinema, como Berlinale, Locarno Film Festival, FIDMarseille, Museo Nacional Centro de Arte Reina Sofía, Doclisboa, Visions du Réel, MoMA – Museum of Modern Art, Museo Guggenheim Bilbao, Harvard Film Archive, Berlinische Galerie, Museum of the Moving Image, IDFA, Anthology Film Archives, Arsenal – Institut für Film und Videokunst e.V., Viennale, Culturgest, Museu de Arte Contemporânea de Serralves, Tate Modern, CPH:DOX, Centre d’Art Contemporain de Genève, Bozar Brussels, Louvre, New Directors / New Films (ND/NF), ICA London – Institute of Contemporary Arts, CAC Vilnius, MALBA, MAAT – Museu de Arte, Arquitetura e Tecnologia, La Biennale di Venezia Architettura, entre outros. Lamas recebeu diversas bolsas como a Gardner Film Study Center – Harvard University, Rockefeller Foundation Bellagio Center, Brown Foundation, MacDowell, Sundance Institute, CNAP – Centre National des Arts Plastiques e Berliner Künstlerprogramm des DAAD.
Paulo Moreira
Paulo Moreira é arquiteto, investigador e diretor do Arquiteturas Film Festival, função que desempenha desde 2021, sendo também fundador e diretor artístico do centro cultural INSTITUTO, no Porto. O seu trabalho e investigação foram apresentados na Bienal de Arquitetura de Veneza, Vitra Design Museum, Guggenheim Bilbao, CCCB – Centre de Cultura Contemporània de Barcelona e Tel Aviv Museum of Art, bem como nas Trienais de Arquitetura de Lisboa e Oslo. Em 2024, participou no Pavilhão de Portugal da 60.ª Bienal de Arte de Veneza, assinando o projeto expositivo de Greenhouse, de Mónica de Miranda. Vencedor do Prémio Távora, foi finalista dos RIBA President’s Awards for Research e recebeu uma Grant to Individuals da Graham Foundation. Em 2025, Aprender a Desaprender, por si coordenado, venceu o Prémio FAD de Pensamento e Crítica. É atualmente Centennial Postdoctoral Fellow na Wits University, em Joanesburgo.
Luís Martinho Urbano
Luís Martinho Urbano é arquiteto, cineasta e Professor Associado da Faculdade de Arquitetura da Universidade do Porto, onde desenvolve investigação e ensino dedicados às relações entre arquitetura e cinema. A sua curta Sizígia venceu o Prémio Especial do Júri da Competição LAB do Festival Internacional de Curtas de Clermont-Ferrand, em 2013, e integrou, em 2023, o programa de cinema da 18.ª Bienal de Arquitetura de Veneza, concebido pela curadora Lesley Lokko. Coordenou o projeto FCT Ruptura Silenciosa — Interseções entre a Arquitetura e o Cinema e é editor e diretor da JACK — Journal on Architecture and Cinema. Em 2026, integrou a curadoria de Álvaro Siza: Time Designs Architecture, apresentada na sede da UNESCO, em Paris. Realizou ainda A Casa do Lado, Como se Desenha uma Casa e Morada.
Novas Narrativas
Romea Muryń
Romea Muryń é investigadora, cineasta, urbanista e arquiteta. Trabalhou durante oito anos em alguns dos mais reconhecidos ateliers internacionais de arquitetura, entre eles OMA, BIG, REX, COBE e JDS. É cofundadora do LOCUMENT, estúdio que cruza cinema e investigação em arquitetura, com trabalhos apresentados na Bienal de Arquitetura de Veneza, MAXXI, Architecture Film Festival Rotterdam, Bienal de Design de Liubliana e Chicago Media Art Festival. Strata Incognita integrou o Pavilhão de Espanha da 18.ª Bienal de Arquitetura de Veneza, teve estreia mundial na competição de curtas do Doclisboa e integrou a Competição Internacional de Curtas do ZINEBI. É atualmente Associate Lecturer no Royal College of Art, em Londres, e desenvolve investigação de doutoramento em Research Architecture na Goldsmiths, University of London.
Mafalda Santos
Mafalda Santos é artista, curadora e programadora, atualmente Diretora Artística da XXIV Bienal Internacional de Arte de Cerveira — Territórios sem Fronteira, depois de ter integrado a direção artística da XXIII edição, em 2024. Foi selecionada para 7 Artistas ao 10.º Mês, da Fundação Calouste Gulbenkian, e para o Prémio EDP Novos Artistas, tendo realizado uma residência no Location One, em Nova Iorque, com apoio da Gulbenkian e da FLAD. O seu percurso expositivo inclui o MUDAM – Musée d’Art Moderne Grand-Duc Jean, no Luxemburgo, e a sua obra integra as coleções da Fundação Calouste Gulbenkian, Fundação EDP, Fundação PLMJ e Coleção de Arte do Estado.
Canal180
Canal180 é uma plataforma editorial independente dedicada ao cinema, música, arte e cultura contemporânea. Fundado em 2011 como o primeiro canal de televisão português exclusivamente dedicado à cultura, tornou-se um dos principais media independentes do país nestas áreas. O seu percurso inclui colaborações com Pitchfork, Primavera Sound, British Council, Fundação Calouste Gulbenkian, Serralves, Casa da Música e MAAT. Em parceria com a Pitchfork, criou Director ID, série dedicada a alguns dos mais relevantes realizadores da cultura visual contemporânea, entre eles Hiro Murai, DANIELS, David Wilson e Oscar Hudson. É também responsável pela 180 Media Academy, iniciativa dedicada à experimentação de novas linguagens dos media, desenvolvida em colaboração com o Porto/Post/Doc.



























